Checagem de boatos alarmantes
De onde veio o boato, o que é verdade e o que não é. Cada fato tem link para a fonte.
Confiança no veredito: alta (3 de 4)É verdade que o «apocalipse digital de 17 de novembro» vai zerar as contas e derrubar a internet?
BoatoInternet e celularO boato começou com uma publicação anônima em 31 de outubro e ganhou detalhes a cada repasse. O único evento real em 17 de novembro é um teste de um minuto do sistema de alertas de emergência dos EUA no rádio e na TV. Ele não afeta a internet nem os bancos.
Confiança no veredito: alta (3 de 4)É verdade que estão colocando bombas em aviões e estações na Europa, e quem está por trás?
Conclusão falsaAmeaças e emergênciasA onda de ameaças é real: de 3 a 5 de novembro, mais de 30 voos receberam e-mails anônimos sobre «bombas», aviões pousaram em outros aeroportos e alguns foram escoltados por caças. Mas nenhum explosivo foi encontrado a bordo — são ameaças falsas, não bombas de verdade. Não há onda de ameaças contra estações de trem: em outubro houve um único caso em Lublin (Polônia), e lá também nada foi achado. Quem envia os e-mails não foi identificado: a assinatura do «Estado Masculino» não foi verificada, o fundador do movimento nega envolvimento e nenhum país acusou ninguém.
Confiança no veredito: alta (3 de 4)É verdade que hackers estão estragando de propósito a comida dos supermercados europeus e que logo vai faltar alimento?
Conclusão falsaAmeaças e emergênciasOs ataques são reais: na noite de 12 de outubro, hackers aumentaram a temperatura das geladeiras de centenas de lojas na França e, na noite de 2 de novembro, de mais uma centena de lojas em pelo menos 9 países europeus. Foi preciso jogar comida fora, e os prejuízos chegam a milhões de euros. Mas não há falta de alimentos: o comissário europeu da Agricultura disse que a segurança alimentar da UE «não está em risco no momento». O plasma doado na França não estragou: os funcionários perceberam a falha a tempo. Oficialmente, não se sabe quem está por trás.
Confiança no veredito: alta (3 de 4)É verdade que o ebola chegou à Europa e que lockdowns estão sendo decretados?
Conclusão falsaSaúdeO surto é real e muito grave: a RD Congo tem mais de 10.600 casos confirmados e cerca de 5.200 mortes. Pacientes chegaram à Europa: um médico adoeceu após voltar à França, e outros profissionais foram levados para tratamento na Alemanha, Holanda, Suíça e, em 5 de novembro, Londres. Mas não houve contágio dentro da Europa, e o risco para moradores da UE é considerado muito baixo. Nenhum país decretou lockdown da população; o "lockdown total" no Quênia, a "Nigéria livre do ebola" e o "primeiro caso na região de Sverdlovsk" (Rússia) são invenções.
Confiança no veredito: alta (3 de 4)É verdade que as fotos e vídeos virais dos protestos de jovens na Europa são reais?
BoatoPolíticaAs imagens mais virais dessa onda são falsas: foram feitas por IA, montadas a partir de fotos antigas ou tiradas de um vídeo de um ano atrás. A carta sobre «50 euros por protesto» é inventada, e o órgão que a teria enviado não existe. Mas os protestos são reais: em 17 de outubro na França e em 31 de outubro na Alemanha houve tanto passeatas pacíficas quanto saques a lojas, só que em escala menor e não nos lugares mostrados pelas falsificações.
Confiança no veredito: muito alta (4 de 4)O «alerta nuclear» nos apps Povitriana Tryvoha (Ucrânia) e do MChS da Rússia era verdadeiro?
BoatoAmeaças e emergênciasNão houve ameaça nuclear, radiológica nem química. As mensagens eram «reais» só no sentido de que vieram de apps oficiais, mas foram enviadas por invasores que tiveram acesso aos painéis de envio de notificações. Os sistemas oficiais de alerta (sirenes, SMS, rádio e TV) funcionaram normalmente nos dois países. Vários grupos hackers reivindicaram a autoria, e o presidente da Ucrânia disse que o país «respondeu» a um ataque; não há provas técnicas públicas da autoria.
Confiança no veredito: alta (3 de 4)É verdade que a nova cepa de covid PJ.2.1 é muito perigosa e está sendo escondida na Rússia e no Cazaquistão?
Conclusão falsaSaúdeA PJ.2.1 existe: é descendente da «Ômicron» com muitas mutações e foi encontrada no Canadá em maio de 2026. Mas não há dados de que cause doença mais grave, e os estudos de laboratório não encontraram forte escape imunológico. Na Rússia e no Cazaquistão não foi detectada oficialmente. A OMS explica isso pelo baixo volume de amostras analisadas, não por ocultação.
Confiança no veredito: média (2 de 4)É verdade que 40% do combustível vai para uma «reserva de exportação» e a venda nos postos será limitada?
Conclusão falsaDinheiroAs supostas «ordens» sobre 40% do combustível para uma «reserva de exportação» são falsas: as autoridades regionais não as emitiram, e as referências nos textos levam a documentos inexistentes ou alheios. O pano de fundo, porém, é real: em 2026, dezenas de regiões limitaram a venda de gasolina por pessoa, a exportação de gasolina está proibida e a de diesel, ao contrário, cresce em novembro. No fim de outubro a maioria das regiões retirou os limites, mas em alguns lugares eles continuam. Em 1º de novembro, após um ataque à refinaria de Kstovo, a região de Níjni Novgorod impôs um novo limite de 40 litros.
Confiança no veredito: alta (3 de 4)É verdade que cientistas apontaram a data do fim do mundo: 13 de novembro de 2026?
Conclusão falsaCiência e profeciasO artigo de 1960 existe, mas não previa o fim do mundo. É um cálculo: se a população continuasse a crescer como nos 2000 anos até 1960, em 13 de novembro de 2026 o seu número tenderia para o infinito. Desde o início dos anos 1990 o crescimento ficou abaixo da fórmula, e hoje há cerca de 8,3 mil milhões de pessoas, não centenas de milhares de milhões. A data foi escolhida em parte como brincadeira: é o aniversário do autor principal.
Confiança no veredito: muito alta (4 de 4)É verdade que 17 (ou 33) países e a UE pediram para estocar comida e água antes de uma catástrofe?
Conclusão falsaAmeaças e emergênciasMuitos países realmente aconselham manter em casa comida e água para 3 a 10 dias. Mas não é um sinal secreto combinado: os programas foram lançados em anos diferentes, por motivos diferentes, e muitos existem há tempos. Nenhum país os ligou a 17 de novembro; para essa data só está marcado um teste de um minuto do sistema de alertas dos EUA.
Confiança no veredito: alta (3 de 4)É verdade que o WhatsApp e o Telegram vão parar de funcionar na Rússia em 1 ou 5 de novembro de 2026?
Conclusão falsaInternet e celularNem o WhatsApp nem o Telegram anunciaram que vão parar de funcionar em 1 ou 5 de novembro. Por trás da manchete alarmista há um requentado da história do ano passado: as operadoras russas não entregavam os códigos de acesso por SMS. As restrições reais, porém, são sérias: as chamadas estão bloqueadas desde agosto de 2025, o WhatsApp desde fevereiro de 2026 e o Telegram desde a primavera de 2026, e sem contornar os bloqueios os dois funcionam mal. Mas isso acontece há meses, e a data de novembro não tem nada a ver.
Confiança no veredito: alta (3 de 4)É verdade que o Estado vai congelar depósitos acima de 1,4 ou 2,8 milhões de rublos?
BoatoDinheiroNão há nenhuma decisão de congelar depósitos, e o «decreto do Banco Central» sobre depósitos acima de 2,8 milhões é falso. Os valores de 1,4 e 2,8 milhões são reais, mas são limites do seguro de depósitos: o que o Estado garante devolver se um banco perder a licença. Não são um congelamento.
Confiança no veredito: alta (3 de 4)É verdade que o Fundo Social ou a Receita pagam indenização pela internet de casa?
BoatoDinheiroO Fundo Social e a Receita não pagam indenização pela internet de casa nem por computador, e não ligam com essas ofertas. Os golpistas precisam do código do SMS para entrar na sua conta do Gosuslugi e, por ela, chegar ao seu banco ou a empréstimos. A compensação real pela internet existe só para quem trabalha remotamente: quem paga é o empregador, pelo contrato de trabalho, sem ligações nem códigos.
Confiança no veredito: média (2 de 4)É verdade que há um surto de peste em Irkutsk e que hospitais foram fechados em quarentena?
Conclusão falsaSaúdeO fato real existe: em 2 de outubro de 2026 morreu uma funcionária de 28 anos do Instituto Antipeste de Irkutsk, e um hospital em Shelekhov esteve uma semana em quarentena. Não há surto de peste: não se encontraram novos doentes e a OMS não viu sinais de transmissão. Mas a peste também não foi totalmente descartada: o diagnóstico oficial é pneumonia de origem desconhecida, e não dá para verificá-lo de fora.
Confiança no veredito: alta (3 de 4)É verdade que a Ucrânia vai cortar o sinal de celular durante os alertas aéreos pela «lei n.º 395/2026»?
BoatoInternet e celularNão existe lei que corte o celular durante os alertas. O número 395/2026 pertence apenas a um decreto de nomeação de juiz e a uma resolução do governo sobre controle ambiental. Também não existe «sistema autônomo»: todos os links levam a um único canal anônimo do Telegram ou a um site de terceiros. O boato tem uma base real: em 2025, militares e deputados discutiram limitar de forma pontual a internet móvel no trajeto dos drones «Shahed», mas nenhuma decisão foi tomada.